Igreja de Pedra Sacro Cuore di Gesú e Maria
Aberta para visitas, mas é necessário solicitar acompanhamento junto à família Sírtoli, que reside ao lado da igreja. Estrada de acesso é toda asfaltada, caminho também utlizado para passeios de bicicleta. Localizada ao lado da Vinícola Grutinha / Vinhos Tradição
Contato: (54) 3026-8340
Conheça a história da Igreja de Pedra dos Sagrados Corações, localizada na 3ª Légua
A Igreja de Pedra de pedra de "Sacri Cuori", como a capela é chamada em italiano pelos moradores da 3ª Légua, foi construída como cumprimento a uma promessa. italiano Giuseppe Giacomelli fez parte do Império Austro-húngaro e participou da guerra lutando na Itália, mais especificamente na região de Trentino. Ele esteve nas batalhas por seis anos, sendo três deles na Marinha e os demais no Exército, quando era tenente e manejava canhão.
Devoto do Sagrado Coração de Jesus e Maria, costumava carregar uma medalhinha dos Sagrados Corações no peito. Durante a guerra, ele foi ferido oito vezes e, em uma delas, perdeu metade do calcanhar do pé esquerdo. Durante as lutas, viu morrerem dois irmãos e duas irmãs. Elas eram freiras e atuavam nas batalhas como enfermeiras. Depois de tudo isso, fez uma promessa: se sobrevivesse, construiria uma igreja em homenagem a Jesus e Maria.
Ele se salvou e, em 7 de outubro de 1877, quando estava com 43 anos, veio ao Brasil com a esposa, Domênica Orsingue, então com 39 anos de idade, e três filhos: Giovani, 8 anos, Giuseppe, 6 anos, e um bebê de seis meses. O filho mais novo não aguentou a viagem de 42 dias, morreu oito dias antes da chegada ao Brasil e foi jogado ao mar.
Junto com a família dele, vieram também irmãos, parentes, amigos e conterrâneos. Entre essas pessoas estavam Ricardo Glacomelli, Glácomo, Pedro Antônio, Mateus (Meto), Benjamim Comerlato, Giácomo Comerlato, Joanin Scapin, Giovani Bolfe, Ricardo Bastian e Angelo Speranza. Todos eles ajudaram no cumprimento da promessa e trabalharam durante anos, sempre às segundas-feiras, na construção da igreja. A dificuldade era muito grande, já que a areia precisava vir do Caí. Os sacos eram transportados em cargueiros de mulas. Ao se olhar para as pedras, é possível ter uma ideia do quanto esforço foi preciso ser feito.
Após 11 anos de dedicação, em 1892, a obra ficou pronta e recebeu a bênção do Padre Francisco Schuster (Palotino). No seu interior, a igreja tem diversas imagens, incluindo uma de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia esculpida em madeira e vestida com roupas de tecido.
Este conteúdo integra o projeto Patrimônios, lendas e marcos de Caxias do Sul, financiado pela Lei Paulo Gustavo de Caxias do Sul.
Produção, organização e Curadoria: Marivania Sartoretto
Texto: Paula Valduga
Fonte: Roteiros de Turismo e Patrimônio Histórico/Luiz E. Brambati (organizador) - Porto Alegre: EST Edições , 2002