Paraesportes

Referência em inclusão

Devido ao trabalho do poder público e entidades privadas, Caxias do Sul está se transformando em referência no esporte de inclusão, para pessoas com deficiências físicas, intelectuais e visuais. O paradesporto integra o calendário de eventos da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), com programação durante todo o ano.

A maioria das modalidades têm versões adaptadas, incluindo os surdos, embora estes não integrem os Jogos Paralímpicos, pois têm eventos próprios. Há competições do atletismo ao xadrez, passando pela bocha e natação, todas com as devidas adaptações.

Além disso, por iniciativas particulares ou em parcerias com o poder público, a cidade conta com várias escolinhas de formação em diferentes modalidades. Elas atingem pessoas em vulnerabilidade social ou de periferias, servindo, além da questão esportiva, como uma forma de ajudar na formação de cidadãos, pela disciplina e respeito a regras e hierarquias.

Presença na Paralimpíada

Pela primeira vez na história, Caxias teve um técnico na Paralimpíada Rio 2016. O professor Tiago Frank foi convocado para dirigir a seleção brasileira de basquete em cadeira de rodas, num reconhecimento ao trabalho que desenvolveu no Centro Integrado de Pessoas com Deficiência (Cidef). No final, levou a equipe nacional ao quinto lugar, um desempenho inédito para o país.

O Cidef, que completa 20 anos em 2017, conta com cerca de 280 pessoas, que praticam, além de basquete, atletismo, bocha, tiro com arco e tiro esportivo. Todos com adaptações aos atletas, a maioria cadeirantes.

Várias outras entidades promovem atividades para pessoas com deficiências, de escolares a adultos. Em relação aos surdos, além de competições realizadas no município, Caxias conta com alguns profissionais dirigindo seleções. Gabriel Citton treina a seleção masculina de handebol, e Nayanna Reolon, a feminina. No futebol, Paulo André Oliveira é o técnico, e Mauro Caxias dirige a de futsal. No vôlei feminino, Ivanete Salvador é a técnica.